quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A crise no mundo feudal - Novos Rumos

Por Rafael Jácome



             Entre os séculos XV ao XVIII com as crises sociais do período medieval e o surgimento da burguesia que desestruturava as forças feudais e da igreja, o mundo teve que se reorganizar, constituindo desta forma os Estados Nacionais, onde procuraram ampliar o comércio através da expansão marítima em busca de novas rotas comerciais, contando com os avanços da ciência e da força financeira da burguesia. É neste contexto que ocorre o grande aumento na produtividade, a acumulação de capital e a expansão dos mercados de massa. No entanto, as transformações não ocorreram somente na economia, mas também no seio da igreja romana com o cisma da Igreja Bizantina no mundo oriental, em Constantinopla, do avanço do islamismo na Europa, na África e Oriente Médio, e por fim na reforma protestante liderado por Martinho Lutero e um grupo que protestaram contra os abusos do poder da igreja da época; além disso, ocorreram enormes mudanças na cultura ocidental. O ocidente passou por um processo de tecnilização, produzindo um tipo diferente de sociedade, e um novo ideal de humanidade.
O CRESCIMENTO DAS CIDADES FEUDAIS

        Diferentemente do contexto das URBIS romanas onde existiam diversas cidades com uma população superior aos 50.000 habitantes e até mesmo, localidades como Roma, Éfeso, Alexandria e Cartago com mais de 350.000 habitantes, as cidades europeias da Idade Média eram geralmente muito menores, não possuindo mais do que 1 km². A população também era muito pequena. Na média, uma cidade medieval típica tinha entre 250 a 500 moradores.

        Com as invasões bárbaras ocorreu o colapso comercial e reduziu-se a produtividade agrícola. O medo tomou conta do ocidente e fez com que a maior parte da população urbana do Império Romano do Ocidente migrasse para o campo, em busca dos feudos que ofereciam proteção. A população de Roma caiu de um milhão para meros 40 mil habitantes no final do século V. Neste período criou-se construções de muralhas em torno de cidades já existentes ou novas aglomerações em si. A maioria da população urbana europeia viveu dentro de muralhas até o século XV.

        Com a expansão comercial ocorrida no período feudal aconteceu o crescimento das cidades, e trouxe também conflitos entre os costumes feudais, principalmente pelas influências da igreja, dos senhores, nobres e reis que não queriam perder o poder. Eram os proprietários de terras, viviam dos trabalhos dos servos e atendiam as suas necessidades.

        Devido à dinamicidade do comércio era praticamente impossível não romper com estas estruturas fechadas e estáticas. Viver em cidades era diferente de viver em feudos, portanto, era necessário destituir o costume feudal e criar novos padrões.


Rafael Jácome - Deus é Fiel!

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