quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Da Crise Feudal a novos modelos sociais

Por Rafael Jácome


 Com o objetivo de enfrentar as dificuldades da época, os mercadores formaram as “Corporações” ou “Ligas”, a fim de conquistar para suas cidades a liberdade necessária à expansão contínua. A população também se organizou e lutou pela liberdade da terra e muitas conquistas foram atingidas, como a criação dos próprios tribunais nas cidades, criando suas próprias leis, a modificação nas tarifas de impostos e a libertação das interferências das suas conquistas.

        Mas tudo acontecia aos poucos, aonde os senhores feudais vendiam parte de seus direitos aos cidadãos, até a cidade ter sua independência. Era impossível frear este fenômeno. Entretanto crescia a influência da Associação de Mercadores que exerciam forte monopólio do comércio atacado nas cidades, mantiam os estrangeiros fora de domínios de comércio de sua província e obrigavam os associados a respeitarem suas normas.

        No livro História da Riqueza do Homem de Leo Huberman atesta que as associações eram tão poderosas que contavam com mais de 100 cidades associadas. As principais funções eram: estabelecer tratados comerciais, proteger contra ataques de salteadores através dos seus navios de guerra e manter suas assembleias de governo, que elaboravam suas próprias leis.

        Estas mudanças trouxeram um novo grupo social, a classe média, vivendo de forma nova, de compra e venda. Eles detinham a posse do dinheiro, uma nova fonte de riqueza. Porém, ainda assim a maioria da população das cidades vivia na pobreza, trabalhando muito e ganhando pouco, morando em casas superlotadas e em péssimas condições sanitárias.
Rafael Jácome - Deus é Fiel!

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