domingo, 29 de dezembro de 2019

Plano Diretor e crescimento de Natal: convivialidade hegemônica



Natal precisa crescer de forma hegemônica, contudo, é necessário expandir o seu potencial de espaços ambientais, enfrentando os desafios do crescimento, contemplando um futuro mais justo e igualitário aos seus habitantes. Segundo
 o professor Sérgio Costa, sociólogo, diretor do Mecila-Maria Sibylla Meriar Internacional Centre for Advanced Studies in the Humanities and Social Sciences Conviviality-Inaquality in Latin America, centro que estuda formas passadas e presentes de convívio social, político e cultural América Latina e Caribe, atesta que o sistema deve ser transformado: "uma forma em que a sociedade não fosse orientada pela racionalidade instrumental em que cada um siga só seus interesses próprios, mas, sobretudo, uma sociedade baseada na solidariedade".
A partir da perspectiva da Convivialidade, proposta por Ivan Illich, busca-se superar as dicotomias clássicas - natureza e cultura - que organizaram as formas de pensar as sociedades desde a modernidade. Em Natal são muitas as desigualdades sociais, e, o  aproveitamento do solo natalense é fundamental para superar ou mínimizar esta situação.As mudanças são necessárias para mudar o retrocesso implantado na capital do sol, encurralada por outras cidades que formam a região metropolitana. Diante das desigualdades existentes nas regiões da cidade, para haver uma transformação da sociedade, "é preciso pensar como, no mesmo movimento, atingir os dois objetivos: 1) construir formas mais igualitárias e adequadas de convivência; 2) combater toda a violência e as formas de opressão vinculadas a desigualdade". Conclui o professor Sérgio Costa.


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