domingo, 10 de maio de 2020

Drogas: matam muito mais que a pandemia


PM acaba com mais um comércio de drogas em Ji-Paraná e prende duas apenadas que estavam com a “TZ” desligada


Por Rafael Jácome

Antigamente as pessoas deslocavam-se sem a preocupação de pagar para entrar em uma outra região. Tudo era muito prático: o sistema era de escambo, prevalecia uma boa troca para obter um produto e as vilas cresciam no contexto de suas necessidades locais. Assim foi no princípio de tudo! Entretanto, no período medieval, surgiram as cidades, o comércio e a propriedade privada, modificando a estrutura das relações sociais e econômicas. Foi nesta época que se iniciou a cobrança do pedágio. No decorrer dos séculos muitas modificações ocorreram nas relações comerciais e os bons livros de história nos ensinaram maravilhosamente bem.

Hoje. no mundo atual, estamos vivenciando uma super estrutura de propriedade privada do comércio de drogas em nosso país. Porém, vamos contextualizar a realidade dos padrões de abastecimento organizado pelas facções distribuídas nos quatro cantos das cidades.

O tráfico tem dono, área de abrangência e não pode ser invadido por estranhos. O consumo tem apenas um abastecedor local e as leis são geradas pelos agentes promotores de vendas. Fora destes princípios é morte! O que estamos observando é uma escalada de violência brutal, maior que as consequências do Covid-19, pela disputa do comércio de drogas.
violência

 
A lei é soberana, está acima do Estado, pois este não tem mais o controle, e as pessoas envolvidas no processo da rede de distribuição das mercadorias devem obedecer, caso contrário, são cruelmente  exterminadas. É tudo muito insano e os índices de mortalidade aumentam assustadoramente.

O Brasil padece de uma legislação mais austera que venha resolver a violência no mundo das drogas, proliferadas não somente no contexto urbano, mais no interior dos estados. Devido a proporção gigantesca das consequências do Covid-19, rapidamente foram liberados bilhões de reais para minimizar as ações da pandemia. A iniciativa é perfeita, no entanto, se analisarmos os fatos e os dados da criminalidade por parte do tráfico de drogas, teremos números de óbitos alarmantes. 

Enquanto isto, durante minha estadia da pandemia do Covid-19 em Passa e Fica, cidade do agreste do RN, o número de mortes  do tráfego aumenta em toda a região. Complicado!

 

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