quinta-feira, 4 de junho de 2020

De urubus a cidadãos no uso das redes sociais

No Brasil, as pessoas têm mais acesso a celulares do que ao ...

Por Rafael Jácome

Há muito denunciamos a exploração da violência pela mídia tradicional através de programas de televisão e das mensagens incontroláveis do whatsapp. O que vemos é a exposição ao máximo da miséria humana através da banalização da vida e da condição de ser humano, por meio de imagens e vídeos de cadáveres, principalmente oriundas de vítimas de homicídios ou de forma arbitrária na intimidade dos indivíduos. Isto dá audiência e atrai a atenção do público!

Uma verdadeira carniça criada pelo próprio homem, induzido pelo sensacionalismo das matérias e da celeuma de postagem sem o menor pudor humano. As pessoas postam e disseminam atrocidades como verdadeiros urubus em busca de carniça, ávidos das desgraças da humanidade. 

O uso do whatsapp conseguiu disseminar com maior intensidade e rapidez do que os próprios programas televisivos e dos demais meios de comunicação tradicionais. Além disso, temos a enormidade quantidade de pornografia, fake news, fofocas e intolerância nas mídias sociais.

Tudo em defesa do direito da comunicação. Para piorar a situação, estamos vivendo uma batalha ideológica entre adeptos da direita, representado por seu líder maior o presidente da república - Jair Bolsonaro, e, por adeptos de uma esquerda esquartejada por seus envolvimentos de escândalos. 

Temos que parar tudo isso! O combate a esta hipocrisia deve ser realizado pela sociedade, pelos órgãos públicos, através de uma fiscalização e punição aos criminosos. Depois de tantas mortes geradas por esta pandemia da Covid-19, devemos aprender a valorizar a vida, a respeitar os direitos do próximo e de seus familiares, priorizar a ética, principalmente educando as pessoas para utilizarem a mídia social de forma edificante, prevalecendo o bem comum e não os interesses pessoais ou de grupos. É questão de educação!

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