sexta-feira, 5 de junho de 2020

Desastre ambiental no Ártico na usina da Russia coloca ambientalistas e cientistas em alerta


Por Rafael Jácome


Pode levar décadas para reparar o desastre ambiental que se aproxima no Ártico. Um tanque de combustível em uma usina próxima à usina do gigante metálico Norilsk Nickel de Norilsk desabou na sexta-feira passada, liberando mais de 20.000 toneladas de diesel no rio Ambarnaya, na região de Krasnoyarsk, contaminando uma área de 135 milhas quadradas: o presidente Vladimir Putin declarou estado de emergência.

Norilsk foi construído em permafrost (pergelissolo em português - um tipo de solo encontrado na região do Ártico), e sua infraestrutura é suscetível ao derretimento do gelo causado pelas mudanças climáticas. 

Permafrost é uma palavra pouco conhecida por leigos, mas, mas utilizada por cientistas e ambientalistas, mas pode cair na boca do povo em um espaço de tempo relativamente curto. O motivo é o avanço do aquecimento global que está agindo nessa camada de terra, gelo e rochas, em tese permanentemente congelada, presente nas regiões árticas.

Além de inclinar árvores, rachar a pavimentação de estradas e colocar em risco obras de infraestrutura, a elevação das temperaturas nessas áreas causa uma enorme liberação de gases de efeito estufa (GEE), sobretudo metano, cuja capacidade de reter calor é 25 vezes maior do que a do dióxido de carbono.
Danos Incontáveis e mudanças climáticas.

O porta-voz da Agência Federal de Pesca da Rússia, Dmitry Klokov, disse que o dano ainda não é conhecido, mas que é possível "dizer que a restauração do equilíbrio ecológico do sistema de água de Norilo-Pyasinsky afetado levará décadas". As estimativas de custo variam, financeira e ambientalmente, com o Greenpeace na Rússia afirmando que o tipo de derramamento e a geografia do rio dificultam a limpeza e a recuperação.

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