segunda-feira, 1 de junho de 2020

O barco é de todos, não o deixe em nossas mãos: sem regras as escolas não reabrem!

Projeto visa educação de alunos através de jogos – AUN – Agência ...

Por Rafael Jácome

Desde a publicação do decreto do governo do estado onde todas as atividades escolares presenciais foram suspensas nas unidades da rede pública e privada de ensino, nos diversos níveis: do ensino infantil, fundamental e médio, até o superior, técnico e profissionalizante, não foi explicitado nenhum plano estratégico para o retorno às aulas. Não é cabível passar a responsabilidade para os diretores e proprietários de escolas. O estado tem cerca de 1 milhão de estudantes, segundo a Secretaria Estadual de Educação, e, sem uma proposta para o combate da Covid-19 é extremamente perigoso o reinício das atividades escolares.

A nova data estipulada pelo governo é para o início do mês de julho, entretanto, com discursos evasivos e sem planejamentos, a secretaria de educação não publicou nenhuma estratégia global para atender as necessidades das escolas. Enquanto isso, os familiares estão atônitos com a enxurrada de atividades promovidas pelas aulas remotas (videos aulas). Estes sim, estão bancando a ineficiência do estado e podem pagar um preço altíssimo, caso não sejam tomadas medidas de prevenção urgentes para acolher os alunos sem o drama da contaminação do vírus.

Tem escolas, seja na rede municipal ou estadual, que estão com déficit de professores e, sem eles, elas serão forçadas a reduzir o horário das aulas. Há a necessidade de comprar o material de higienização e scanners térmicos, melhorar as áreas de lazer, reorganizar os espaços ao ar livre, melhorar locais para o descarte de resíduos, trocar equipamentos, comprar tablets e hardware, isso seria no mínimo, uma forma de ajudar na reconstrução do ensino, assim como, na área do ensino privado com iniciativas de financiamentos a longos prazos para a melhoria da qualidade do ensino, acompanhada de um plano ostensivo para o combate da Covid-19.

Quanto mais medidas preventivas forem avaliadas, mais rápido podem ser adotadas ou descartadas pelas escolas. Neste período de transição entre o Isolamento Social e a retomada das atividades, não há como perder minutos, pois muitos cidadãos ainda vão padecer por negligência dos gestores. Eles não estão preocupados com a educação!

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