segunda-feira, 1 de junho de 2020

O México sofrerá sua pior crise dos últimos 88 anos.


Fonte: Ansa.it


O Banco de México (Banxico, central) previu que o país sofrerá a pior crise em 88 anos e que pelo menos 1,4 milhão de empregos serão perdidos, mas a previsão ameaçadora foi rejeitada pelo presidente Andrés López Obrador, que prometeu uma "recuperação rápida".

O Banxico observou que a "queda profunda" na economia nacional de até 8,8% em 2020 (a pior desde 1932, quando o produto interno bruto caiu 14,8% após a recessão de 1929) será seguida por uma recuperação em 2021 de 4%.

As previsões da autoridade monetária estão alinhadas com as formuladas pelas principais organizações financeiras internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

López Obrador contradiz seu próprio governador do banco central, Alejandro Díaz de León, apesar de dizer que respeita muito a autonomia do Banxico.

 "Certamente não concordamos com suas projeções, porque achamos que nos recuperaremos em breve", disse ele em sua conferência matinal hoje no Palácio Nacional.

 "Os investimentos estão retornando ao país" e é por isso que "o peso" está se valorizando em relação ao dólar, apesar do fato de que grandes fundos de investimento "buscam maior proteção por seu dinheiro e mudam o destino" de seus capitais "removendo-os dos países emergentes", ele declarou.

 As previsões do Banco de México ontem são piores que as do FMI, que previam uma queda de 6,6% no PIB do país neste ano.

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