sábado, 11 de julho de 2020

Catástrofe, a realidade que o novo ministro da educação vai encontrar

Milton Ribeiro em entrevista concedida em 2013 Foto: Reprodução / YouTube

Por Rafael Jácome

Nos últimos anos a educação no Brasil é muito mal avaliada, aliás, considerada como uma catástrofe devido os seus péssimos índices de avaliações. O MEC introduziu o  Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como avaliação das diferentes fases da aprendizagem e os resultados comprovam esta realidade.

Mesmo com a obrigatoriedade das crianças nas escolas, encontramos muitas não alfabetizadas, ou que não sabem o que leem, cujo fracasso é anunciado para os anos seguintes. Tendo em vista que esse nível é comparado com os alicerces de uma construção de um imóvel, essa fragilidade compromete a qualidade da obra.

No ano passado tivemos cerca de 5 milhões de inscritos no Enem, na prova de Redação apenas  53 tiraram nota 1.000. Os péssimos resultados em disciplinas como matemática, língua portuguesa e ciências colocam o Brasil entre os últimos do ranking realizado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

Todos sabem o que tudo isso gera: desinteresse, repetência, evasão, indisciplina,... A questão está acima de ideologias ou segmentos partidários, são desafios para mudança efetiva desde a educação básica, com a criança alfabetizada no segundo ano e uma proposta curricular mais próxima de cada região. Caso contrário, a catástrofe condenará o país à pobreza, ao atraso e ao subdesenvolvimento.

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